Sistemas x metas: por que o caminho é mais importante?

Última actualización 07 de Abril del 2020

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Manoel Silveira

Sistemas x metas: por que o caminho é mais importante? Sistemas x metas: por que o caminho é mais importante?

Quantas vezes você deixou de cumprir suas resoluções de ano novo? Posso te dizer que nenhuma resolução virou hábito pra mim. Mas essa história tem uma virada, não é? Tudo começa quando descobri o livro Atomic Habits, de James Clear, e minha visão mudou completamente.

Um dos conceitos de seu livro é que você não deve criar metas, mas sim gerar sistemas.

“O propósito de gerar regras é ganhar uma partida, o propósito de construir sistemas é de continuar jogando a partida. Um verdadeiro pensamento a longo prazo não contém metas”.

- James Clear, Atomic Habits.

Pode parecer conceitual, mas tem alguns exemplos que podem ajudar a compreender melhor. Por exemplo, todos os atletas olímpicos têm a mesma meta: ganhar uma medalha olímpica. Mas o que faz a diferença para alcançar sua meta? A preparação: o sistema.

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Sistemas x metas

Se você é um técnico, sua meta é ganhar o campeonato. Lidar com treinadores e assistentes é seu sistema, administrar suas práticas, e outros aspectos que desenvolve com seus jogadores. 

Se você é professor, sua meta será fazer com que seus alunos aprendam uma matéria nova. Seu sistema é como você conduz suas aulas, como facilita a informação para seus alunos e sua disponibilidade pra responder perguntas.

O problema da meta é que sempre estaremos sujeitos a um resultado. O que acontece se não a atingimos? Nossa felicidade e energia se acabam, nos desanimamos e decidimos não continuar. Em vez disso, quando geramos um sistema, isso não ocorre, porque sabemos que é pro nosso bem.

Se você é maratonista, sabe que comer saudável melhora seu rendimento. Se for músico, sabe que quanto mais pratica melhor se torna. Se for fotógrafo, tirar mais fotos  poderá melhorar sua percepção o que resulta em melhores composições.

Estes sistemas não dependem de um resultado, se praticados serão difíceis de esquecer e podem terminar em bons hábitos

Sempre fui atleta e toda a minha vida me baseei em metas como:

- A próxima marca a bater quando corro

- Pontos que vão melhorar minha média

- Quem devo vencer este ano

Sendo mais prático, levei essas metas pra minha vida pessoal e profissional. Comecei a me perguntar se deveria ter uma média geral alta ou estar em uma determinada colocação.

 Os japoneses têm um conceito chamado “kaizen”. Se resume a seu desejo de superação. Em chinês significa “mudança para melhor” ou “melhora”. Começou com a indústria automotiva, quando nas fábricas procuravam otimizar seus processos a cada dia. 

Graças a este conceito, o Japão se tornou uma das maiores indústrias automotivas. “Kaizen” se tornou mais tarde um pilar da cultura japonesa, transformando o país em uma potência. No meu caso, eu já não foco em como vou melhorar daqui a um ano, mas sim em correr hoje 200 metros a mais que corri ontem. Ou melhorar meus processos para ser um pouco mais eficiente hoje.

James Clear também menciona em seu livro um conceito parecido com o “kaizen”, onde busca melhorar cada dia 1%. Se você fizer isso todos os dias, terá melhorado 30% após o primeiro mês e 365% após um ano. 

Pequenos progressos durante um longo período de tempo tornam-se grandes progressos

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Aprendi que não existe melhor método para construir hábitos do que transformar nossas metas em sistemas. Dessa forma, vamos mudando a forma de como criamos nossos hábitos, melhorando também como pessoas.

Lembre-se que você não deve focar no destino, mas sim no caminho. Por que você não começa criando seu próprio caderno em casa? Este Webinar feito por nossa professora Laura Huamán te ajudará na empreitada. 

 

 

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