Ilustrações digitais que não abandonaram o papel

Última actualización 09 de Setiembre del 2020

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Adriana Suarez

Ilustrações digitais que não abandonaram o papel Ilustrações digitais que não abandonaram o papel

Suportes, cada um tem seu favorito quando nos sentamos para criar. O papel é valioso por sua exclusividade criativa — sabemos que uma ilustração neste material é única. E o suporte digital nos dá a velocidade e facilidade de edição de que precisamos e também dá ao nosso portfólio uma presença mais limpa na plataforma de exibição que usamos.

Mas às vezes essa decisão se transforma em um debate interessante. Tela ou papel? Por que não ambos?

Neste artigo falamos com dois personagens bem conhecidosNuria Muro e Jota Ilustra partilham conosco um pouco da sua experiência com o papel na ilustração digital e a importância que lhe atribuem nos seus processos. Além disso, compartilhamos algumas de suas ilustrações digitais. Nossa intenção é que você saia com uma resposta clara ou alguma outra pergunta.

 

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Jota Ilustra (Supere o bloqueio criativo: ilustre seu sketchbook) e Nuria Muro (Ilustração com formas geométricas)     

É indispensável abandonar o uso do papel se me autoproclamo como ilustrador(a) digital?

Nuria: Não necessariamente. Acredito que agora, nestes tempos, nenhum processo é totalmente tradicional ou digital. É mais sobre qual proporção usar com cada ferramenta. Eu me considero uma ilustradora digital, mas ainda uso papel em partes do meu processo.

Conheço artistas que trabalham com pinturas ou materiais tradicionais, que também usam elementos eletrônicos ou digitais, como iPads para desenhar algo em cima de uma foto de um espaço, para ver as escalas ou estudar referências, ou projetores de luz para fazer murais.

O papel talvez não seja mais o suporte final onde nossa arte termina, mas acredito que pode se tornar mais uma ferramenta para alcançar o resultado que desejamos.

Jota: Eu acho que eles não são mutuamente exclusivos. Você pode ser um ilustrador ou uma ilustradora digital e tradicional ao mesmo tempo. Acho difícil separá-los, pois conheço muitos ilustradores e ilustradoras tradicionais que, ao finalizarem, seus trabalhos digitalizam e corrigem níveis e imperfeições.

Também conheço ilustradores e ilustradoras digitais que começam esboçando no papel, acabam usando um tablet, depois o imprimem e adicionam toques adicionais. Na minha opinião, se você trabalha sua arte de alguma forma em meios digitais, parcial ou totalmente, já é um ilustrador ou uma ilustradora digital.

 

Como continuar usando papel em meus processos digitais?

Nuria: Você pode usar papel na parte inicial do processo, seja para fazer esboços ou colocar ideias por escrito e depois escanear. Então, a partir daí, o processo digital começará. Este é o meu caso, porque é impossível para mim fazer esboços em um lugar diferente do meu blog.

Todos os meus processos são digitais, mas para esse primeiro passo ainda dependo de lápis e papel. Depois, vi usos mais experimentais, como no caso de ilustradores e ilustradoras que usam texturas de papel ou outros materiais e os incorporam em suas ilustrações, onde os manipulam usando software de design.

É por isso que é vital experimentar processos ou técnicas e ter uma mente aberta para implementar novos materiais. Semanas atrás fiz este vídeo onde explico o meu processo de fazer um desenho digital.

ilustración de nuria muro

Jota: O papel ajuda muito na minha opinião, por dois motivos: a textura e a sensação que ele dá ao desenhar, e o quão aleatório o uso de materiais pode ser. Ou seja, mesmo que você consiga esse efeito digitalmente, há algo no uso de materiais de papel e nas próprias mãos que sempre dará novos resultados.

Acho que se deve ilustrar da maneira que achar mais confortável. Se isso inclui o papel, você pode fazer qualquer etapa do seu processo tradicionalmente e depois complementá-lo digitalmente. Além disso, não há melhor maneira de obter texturas do que criando-as você mesmo e digitalizando-as.

 

ilustración de jota ilustra

Durante o artigo, vimos que é impossível ficarmos em uma frente em nosso caminho como ilustradores(as). Ao limitar nossos apoios, não nos permitimos experimentar, descobrindo novas técnicas e materiais.

A importância está nessa dança curiosa de nossas decisões na hora de ilustrar e no destino final que nossos trabalhos terão. Vamos continuar dançando! Nuria e Jota têm muito mais a lhe contar sobre ilustração. Não deixe de conferir seus cursos: Ilustração com formas geométricas e Supere o bloqueio criativo: ilustre seu sketchbook..

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